Dr. Marco Bonini
CRM/MS 4417 • RQE 2761
Descolamento de Retina
A retina é como um 'papel de parede' no fundo do olho: precisa estar aderida para funcionar. Quando ocorre um rasgo e o líquido passa por trás dela, inicia-se o descolamento — uma situação que exige avaliação urgente. Reconhecer os sinais precoces pode preservar sua visão.
Tratamento de Degeneração Macular (DMRI) e retinopatia diabética.
Cirurgia de descolamento de retina e vitrectomia.
Atendimento especializado em doenças da mácula e vítreo.
Descolamento de Retina
A retina é uma camada fina no fundo do olho, responsável por registrar as imagens. Ela funciona como um "papel de parede". Para enxergar bem, precisa estar aderida à parede interna do olho.
Em algumas pessoas, o envelhecimento, traumas ou inflamações tornam a retina mais vulnerável. Ao mesmo tempo, o gel que existe dentro do olho pode puxar essa região, aumentando o risco de pequenos rasgos.
Quando surge um rasgo, existe o risco de o líquido passar por trás da retina e iniciar o descolamento.
Como reconhecer os sinais
Geralmente os sintomas iniciam repentinamente e incluem:
- Flashes de luz (como relâmpagos)
- Aumento repentino de "moscas volantes" (pontos ou fios escuros)
- Visão embaçada ou perda de contraste
- Sombra ou "cortina" no campo visual
Esses sinais podem indicam tração ou rasgos na retina e podem preceder o descolamento.
👉 Ao notar qualquer uma desse sinais, programe sua avaliação o quanto antes comentando sobre seus sintomas ja durante o seu agendamento.
Por que o tempo é tão importante? Quando o descolamento ainda não atingiu a mácula (região central da visão), existe uma janela para preservar a visão central. Se a mácula já estiver envolvida, a retina pode ser reposicionada com sucesso, mas a recuperação visual pode ser limitada. Esse é um dos pontos mais importantes na decisão e no prognóstico.
Sobre o tratamento
O tratamento é cirúrgico e tem como objetivo:
- Identificar e tratar as rupturas
- Reposicionar a retina
- Evitar novos descolamentos
As taxas de sucesso anatômico são altas, mas a qualidade da visão após a cirurgia depende de fatores como tempo de evolução e envolvimento da mácula.
Em alguns casos, pode ser necessário mais de um procedimento.
Pós-operatório e recuperação
Após a cirurgia, alguns cuidados podem ser necessários:
- Posicionamento da cabeça por alguns dias (em casos específicos)
- Evitar viagens de avião se houver gás dentro do olho
- Restrição temporária de atividades físicas
Essa fase costuma gerar ansiedade, mas faz parte do processo de recuperação.
E depois da cirurgia?
Mesmo com a retina recolada, alguns pacientes podem perceber:
- Distorção das imagens (linhas tortas)
- Diferença no tamanho ou forma dos objetos
- Recuperação visual gradual
Além disso, existe risco de novo descolamento ou outras alterações ao longo do tempo.
Também avaliamos o outro olho, que pode ter fatores de risco semelhantes.
Insight clínico Na prática, o descolamento de retina raramente começa "do nada". Muitas vezes ele é precedido por sinais — e reconhecer esses sinais muda completamente o desfecho.
Se você percebe flashes, aumento de manchas ou uma sombra na visão, não espere. Avaliar cedo pode preservar sua visão.
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Minha trajetória
Sou médico formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com residência médica em Oftalmologia pela Universidade de São Paulo (USP) – Campus Ribeirão Preto.
Minha atuação é dedicada às doenças da retina, da mácula e do vítreo, com especialização em Retina Clínica e Cirúrgica pela USP – Ribeirão Preto e pela Universidade Federal de Goiás (UFG).
Buscando aprofundar minha formação acadêmica e científica, concluí o Doutorado em Ciências Visuais pela USP – Ribeirão Preto. Posteriormente, realizei estágio pós-doutoral com apoio da CAPES na Tufts University, em Boston (EUA), com foco em Tomografia de Coerência Óptica (OCT) aplicada às doenças da retina.
Além da assistência clínica e cirúrgica, mantenho forte atuação em ensino, pesquisa e análise de imagens retinianas. Atualmente sou preceptor do Programa de Estágio em Retina Cirúrgica do Hospital São Julião, em Campo Grande (MS), e atuo como Consultor e Senior Grader do Boston Image Reading Center (BIRC), em Boston (EUA), colaborando em estudos clínicos internacionais envolvendo doenças da retina.
Minha prática é voltada ao diagnóstico, acompanhamento e tratamento das doenças da retina e do vítreo, combinando experiência clínica, expertise cirúrgica e tecnologia de imagem avançada para oferecer um cuidado individualizado e baseado em evidências.
Acredito que a medicina vai além do tratamento da doença. Por isso, procuro construir uma relação baseada em confiança, clareza e proximidade, ajudando cada paciente a compreender sua condição e participar de forma ativa das decisões sobre sua saúde visual.
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